Eustenoptéron


Nome científico: Eusthenopteron foordi
Tamanho: Até 1,80 metros de comprimento
Época: Era Paleozóica, período Devoniano
Local onde viveu: América do Norte

Apesar de totalmente aquático, o Eustenoptéron era um peixe com nadadeiras lobadas que eram aparentados com os primeiros anfíbios do período Devoniano. Curiosamente, o Eustenoptéron tinha estruturas em seu esqueleto que não encontramos normalmente em peixes, mas sim em tetrápodes como o Ictiostega, tais como úmero, ulna, rádio, fêmur, Tíbia, fíbula (na nadadeia pélvica), narinas internas e ainda por cima dentição de tetrápode. Muitos livros didáticos retrataram ele se arrastando na terra seca, mas o fato é que o Eustenoptéron ainda não tinha estrutura óssea suficiente para isso, embora pertencesse de fato ao grupo de animais que deu origem aos anfíbios.


Psitacossauro




Nome científico: Psittacosaurus mongoliensis
Tamanho: Até 2 metros de comprimento.
Época: Era Mesozoica, período Cretáceo
Local onde viveu: Deserto de Góbi, Mongólia

A semelhança entre a cabeça desse dinossauro e a de um papagaio é tanta que ele recebeu o nome de Psitacosauro, que em latim significa “lagarto papagaio”. Mas as semelhanças param por aí, pois esse animal era na verdade um dos mais antigos ceratopsianos, grupo que envolve os dinossauros com chifres tais como o Tricerátops e o Estiracossauro. Mas ao contrário de seus parentes, no lugar dos chifres esse animal tinha protuberâncias, e no lugar do escudo ósseo característico do grupo, uma crista óssea. Vivendo em desertos, esse animal andava tanto em pé quanto de quatro, dependendo da ocasião. Um outro detalhe curioso eram as cerdas na parte superior da cauda, com função ainda desconhecida.

Tictálic

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Nome científico: Tiktaalik roseae
Tamanho: até 2 metros de comprimento
Época: Era Paleozoica, período Devoniano
Local onde viveu: América do Norte e, talvez, Polônia

O Tictálic foi um tipo de Peixápode, ou seja, animais pré-históricos que tinham características de peixe e tetrápode (animal terrestre) ao mesmo tempo... E de fato o Tictálic tinha essa “mistura de características” como sua marca registrada... Embora seja claramente um peixe, com brânquias e tudo o mais, suas nadadeiras grossas lembram patas e tinham “pulsos” – estruturas ósseas flexíveis nas quais o bicho podia se apoiar. Além disso, também era um peixe com “pescoço”. E suas costelas formam um arcabouço mais sólido, diferentemente do que acontece com os vertebrados aquáticos, mas tal como se vê entre tetrápodes. Tudo isso – além de rastros fósseis e muitos esqueletos dele já achados – mostra que provavelmente ele foi uma espécie de “elo perdido” entre vertebrados aquáticos e terrestres...

Ambuloceto





Nome científico: Ambulocetus natans
Tamanho: 3 metros de comprimento
Época: Era Cenozóica, período Paleógeno, época Eocena
Local onde viveu: Paquistão

Por incrível que pareça, o Ambuloceto era uma baleia primitiva que andava fora d’água! Ele é considerado pelos cientistas uma espécie de “elo perdido” que mostra a evolução das baleias e golfinhos, da terra para a água. Apesar de ter membros fortes, o Ambuloceto preferia mesmo nadar - e ele nadava como uma lontra, mas matava como um crocodilo, espreitando presas muito maiores do que ele na água. Assim como o Paquiceto, seu antepassado, as orelhas do Ambuloceto eram internas, e por isso é provável que o Ambuloceto já usasse os sentidos de localização utilizando as vibrações do ambiente.

Estiracossauro



Nome científico: Styracosaurus albertensis
Tamanho: 6 metros de comprimento
Época: Era Mesozoica, período Cretáceo
Local onde viveu: América do Norte

O Estiracossauro, cujo nome significa “réptil ouriço”, possuía um grande chifre no nariz e o pescoço era contornado por um leque de espigões, quase com certeza usados para defesa e para atrair fêmeas. Este dinossauro herbívoro era um ceratopsídeo, parente do Triceratops, porém de uma subfamília diferente, conhecida como Centrosaurinae, cujos membros são conhecidos por terem chifres nasais bem grandes e uma gola óssea pequena mas geralmente bem adornada.

Uintatério






Nome científico: Uintatherium anceps
Tamanho: até 5 metros de comprimento
Época: Era Cenozóica, período Paleogéno, época Eocena
Local onde viveu: América do Norte


O Uintatério até lembrava um pouco um rinoceronte, seja pelos chifres ou pelo tamanho, porém, não era parente deste, mas sim de um grupo extinto de mamíferos conhecidos como Dinocerados. Era um animal bem estranho, pois possuía três pares de protuberâncias ósseas na cabeça – que era uma ótima ferramenta contra possíveis predadores – e caninos longos e afiados usados provavelmente em batalhas com animais da mesma espécie (principalmente machos). Mesmo com esses caninos afiados, o Uintatério era um herbívoro corpulento.

Bicho-pau de Macleay







Nome científico: Extatosoma tiaratum
Tamanho: até 20 centímetros de comprimento
Época: Era Cenozoica, período Neógeno, época Holocena (era atual)
Local onde vive: Austrália e Nova Guiné

Do início ao fim de sua vida, o bicho-pau de Macleay sempre imita alguma coisa... Ainda no ovo parece uma semente, mas ao sair assume a aparência de uma perigosa formiga. Quando jovem ele se dobra todo e imita um escorpião. Finalmente, na idade adulta, pode ser facilmente confundido com uma folha seca. Essa capacidade de imitação, chamada de mimetismo, tem o objetivo de proteger a vida desses pequenos animais, muito vulneráveis a diversos tipos de predadores.