Mesossauro







Nome científico: Mesosaurus tenuidens, Mesosaurus braziliensis
Tamanho: até 70 cm de comprimento
Época: Era Paleozóica, período Permiano
Local onde viveu: Brasil e África

Pequeno réptil de água doce o Mesossauro era, graças ao seu corpo hidrodinâmico e completamente adaptado para nadar, um eficiente predador. Seus fósseis foram achados em continentes diferentes, provando que no passado havia apenas um supercontinente.

Besouro Rinoceronte

Xylotrupes gideon
Enema pan
Oryctes rhinoceros


Megasoma anubis

Coelosis bicornis

Nome científico: vários (espécies da exposição listadas acima)
Tamanho: algumas espécies atingem até15 centimetros de comprimento
Época: Era Cenozóica, período Neógeno, época Holocena (dias de hoje)
Local onde vive: mundo todo


O besouro-rinoceronte é, sim, o animal (relativamente falando) mais forte, podendo carregar 800 vezes o próprio peso! O Besouro-rinoceronte macho possui chifres bem no meio da cabeça, que podem ser maiores do que o corpo. Eles são usados apenas na luta do acasalamento. A briga ocorre sobre galhos e ganha quem conseguir derrubar o adversário. Esses animais se deram muito bem no mundo todo, no entanto, não pela sua força, mas sim pela sua capacidade de viver bem em seu ecossistema. Seleção Natural não é “o mais forte sobrevive”, mas sim “o mais apto sobrevive”.

Tigre-dentes-de-sabre






Nome científico: Smilodon populator, Smilodon gracilis, Smilodon fatalis
Tamanho: até 1 metro de altura
Época: Era Cenozóica, período Neógeno, época Pleistocena
Local onde viveu: Américas, incluindo o Brasil

Com estes dois dentões, parece até que o Tigre-dentes-de-sabre tinha dificuldades em abocanhar suas vítimas. Mas os cientistas descobriram que suas mandíbulas eram elásticas. Assim, ele conseguia abrir sua boca mais do que o normal. Só que a mordida do dente-de-sabre não era o seu forte – neste quesito, o leão é muito mais poderoso, por exemplo. Sua principal tática de ataque era esperar a vítima chegar perto, pular em cima dela e investir suas grossas patas. Aí sim, o golpe fatal ficava por conta dos enormes caninos – ele evitava morder os ossos da vítima para não quebrar seus dentes.

Paquicefalossauro




Nome científico: Pachycephalosaurus wyominggensis
Tamanho: 4 metros de comprimento
Época: Era Mesozoica, período Cretáceo
Local onde viveu: América do Norte

Com um nome complicado, este tipo de dinossauro ornitísquio possuía uma cabeça sólida ornamentada com saliências ou espinhos, tendo essa cabeça bem grossa - com 25 centímetros de espessura - sustentada por um pescoço resistente a impactos, o que sugere que sua “cabeçona” era sua defesa contra predadores - usando-a como um aríete vivo! Esse grande animal era o maior do seu grupo e possuía hábitos herbívoros, apesar de alguns cientistas sugerirem que também comesse insetos; nesse caso, o animal seria onívoro.

Ovirráptor








Nome científico: Oviraptor philloceratops
Tamanho: 2 a 3 metros de comprimento
Época: Era Mesozóica, período Cretáceo
Local onde viveu: Mongólia

O Ovirráptor recebeu esse nome porque quando foi descoberto acreditava-se que estava comendo ovos do ninho de outro dinossauro (Ovirráptor significa “ladrão de ovos”). Descobertas recentes revelam que o Oviraptor encontrado em cima do ninho de ovos não estava roubando e sim chocando seus próprios ovos (embora pela sua anatomia seja possível que ele comesse ovos também). Esse animal tinha uma crista enorme na cabeça, um bico afiado com dois dentes pontudos e, ainda, provavelmente tinha penas, parecendo-se com um avestruz.

Preguiça Gigante

Eremotherium eomigrans

Comparação entre as duas mais conhecidas espécies

Megatherium Americanum

Dente de Preguiça Gigante. Na exposição temos a réplica autêntica do dente do Eremotherium

Nome científico: Megatherium americanum, Eremotherium eomigrans
Tamanho: até 4 metros de altura
Época: Era Cenozóica, período Neógeno, época Pleistocena.
Local onde viveu: América do Norte e Sul

Essas preguiças enormes não subiam em árvores: eram terrestres e andavam em pé! Vegetarianas, eram presas difíceis para os tigres-de-dente-de-sabre devido ao seu grande tamanho (7 toneladas), e também pela provável presença de uma glândula de odor fétido, à semelhança de alguns animais de hoje, como o Gambá. Mas, diante do ataque de um predador, entrava em cena as longas garras nas patas, que poderiam desferir golpes fatais. O personagem Sid, da série de filmes "A Era do Gelo", é na verdade uma preguiça-gigante com um tamanho mais modesto e traços anatômicos próximos dos da espécie Eremotherium eomigrans.

A Fauna de Ediacara


Ediacara é o nome de uma região da Austrália onde ocorrem os mais antigos fósseis de metazoários, aqueles com células organizadas em tecidos e órgãos, datados de aprox. 550 milhões de anos a.C. Por isso, esta ocorrência fóssil está entre as mais importantes do mundo. Por tratar-se apenas de impressões nas rochas, pois estes animais não tinham partes duras tais como conchas ou placas mineralizadas, o estudo da sua morfologia é bastante difícil e, mesmo nos tempos atuais, os paleontólogos não conseguem determinar as afinidades biológicas de alguns destes fósseis. Para ilustrar esta dificuldade, há o caso de um pesquisador estudioso desta fauna que acredita que alguns destes fósseis foram produzidos por restos de liquens! Estes fósseis são encontrados em rochas formadas em ambiente marinho, preservados sob arenitos relacionadas a eventos catastróficos como tempestades e precipitação de cinzas vulcânicas. Abaixo, algumas espécies presentes na exposição História da Vida da Fauna de Ediacara, da Era Pré-Cambriana:

Parvancorina

Resultado de imagem para parvancorina

O Parvancorina é um possível candidato a, talvez, ancestral dos trilobitas, mas isso ainda é muito debatido, pois ele lembra um trilobita apenas superficialmente; pode ser que nem tenha sido um artrópode...

Esprígina

Resultado de imagem para spriggina

Apesar de suas pernas não se conservarem, o Esprígina foi, após vários estudos, considerado um verdadeiro artrópode, aparentado com os aracnomorfos. Sua carapaça segmentada lembra muito a dos trilobitas e crustáceos, e pode ser que ostentasse ainda antenas e olhos em sua cabeça

Cárnia

Resultado de imagem para charnia

As canetas-do-mar existem até hoje e o registro fóssil aponta a origem desses organismos bem no pré-cambriano. A Cárnia representa um dos primeiros organismos desse grupo e teve seu formato impresso nas rochas da Fauna de Ediacara. Mas como temos apenas a sua impressão, pouco sabemos de sua anatomia.

Ciclomedusa

Resultado de imagem para cyclomedusa

A Ciclomedusa já foi considerada uma medusa pré-histórica que nadava no mar do Vendiano, porém há quem teorize hoje que a Ciclomedusa era uma colônia de micróbios. De qualquer modo, o que podemos afirmar com certeza é que os cientistas não sabem direito ainda o que a Ciclomedusa era.

Dickinsônia

Resultado de imagem para dickinsonia

O Dickinsônia representa um dos primeiros animais bilaterais do nosso planeta e já pensou-se que era uma planta. O fato é que o Dickinsônia era tão estranho que não pode ser classificado em nenhum grupo atual: foi inserido no filo extinto dos Proarticulados.

Tribraquídeo

Resultado de imagem para tribrachidium

O Tribraquídeo, por outro lado, foi um dos primeiros seres vivos com simetria radial, igual na estrela do mar. Inicialmente pensou-se que era um equinodermo, mas hoje sabemos que era na verdade do filo extinto Trilobozoa. Assim como uma esponja do mar, o Tribraquídeo era um animal fixo que se alimentava de filtração de microorganismos.